Circula na net um comentário de Procópio Lucena, falando da realidade hídrica atual no rio Piranhas

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Nesta quinta-feira (17) estive enquanto presidente do CBH PPA e articulador do Seapac visitando o rio Piranhas no trecho entre São Bento\PB e Jardim de Piranhas\RN. Posso afirmar que mesmo sendo liberado 3m3\s de água do reservatório de Mãe D’agua existe uma trágica redução no nível de água neste trecho, principalmente, na captação da Caern em Jardim de Piranhas. As razões desta situação são diversas e o sistema sabe e precisa agir com urgência e atitude para evitar o colapso geral nos abastecimentos da PB e RN.

Já sabemos que em 2017 não teremos água do São Francisco. Em poucos dias ou em questão de horas poderemos não ter água de Mãe Dagua e não temos certeza das águas de São Pedro em 2017.

Afirmamos pra sociedade que teríamos água de Mãe Dagua para a PB e RN até fevereiro, se fosse conjugado um conjunto de ações sinérgicas do tipo: suspensão total das irrigações, forte economia de água, reuso, rodízio, racionamento de água, plano de contingência pela Caern e Cagepa e fiscalização intensa para o cumprimento das resoluções. Pelo que constatei apesar de todos os esforços do sistema falhamos em alguma das dimensões no conjunto da obra e cito por exemplo, a manutenção das irrigações como se não houvesse crise nenhuma de água. Manter a unidade do sistema é estratégico, porém, agir com urgência e eficiência é necessário e preciso para evitar um drama social e econômico pra 300 mil pessoas na PB e 100 mil no RN. Todas as proposições possíveis para enfrentar a crise hídrica já foram discutidas no comitê e no sistema, algumas operadas e tantas outras em processo de execução, estudos e planejamento. Os agentes políticos e os tomadores de decisões precisam agirem com ações emergenciais e estruturantes urgentes para enfrentarem a crise hídrica e atenderem as necessidades da sociedade.

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