Decisão de repassar obras da CAERN para DNOCS foi “técnica”, diz Henrique Alves

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RN Agora – Diante da decisão do governo Michel Temer (PMDB) de retirar dos governadores a gestão das obras emergenciais de combate à estiagem no Nordeste para transferi-la ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira, 18, cresceu as especulações de que a medida tinha cunho político-eleitoral. No Rio Grande do Norte, o órgão tem a chefia indicada pelos líderes do PMDB local, notadamente o senador Garibaldi Filho e o ex-deputado federal Henrique Alves, que emitiu nota onda salienta “má fé” e “desinformação” por parte da mídia potiguar.

A decisão de Temer favorece o PMDB na medida em que o DNOCS é controlado na maior parte dos Estados pelo partido. No Rio Grande do Norte, favorece o senador Garibaldi Alves (PMDB) e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB), adversários do governador Robinson Faria (PSD).

Expertise

O Ministério da Integração Nacional informou que decidiu transferir a gerência das obras para o DNOCS, pois esse é o órgão que possui “anos de experiência em obras contra a seca”. “A expertise do DNOCS está acima de qualquer questionamento. É o órgão que tem mais know-how e especialização em obras emergenciais de seca”, disse Helder Barbalho por meio de sua assessoria. Para o órgão, “não é correta” a leitura de que a Pasta está priorizando políticos do PMDB. “É função constitucional do DNOCS tocar essas obras”.

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