Dilma quer manter agenda de viagens e eventos caso seja afastada

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A presidenta Dilma Rousseff quer manter uma agenda política de trabalho, atividades e eventos durante o período em que estiver afastada da Presidência, caso os senadores aprovem nesta madrugada a admissibilidade do processo de impeachment contra ela. A intenção é continuar denunciando o “golpe parlamentar”, como tem classificado, e criar a expectativa de que retornará ao poder em até 180 dias, período máximo segundo o qual os senadores devem julgá-la.

Após a votação, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vai pautar um projeto de resolução que estipula os direitos que Dilma terá. Está previsto, porém, que ela continue ganhando o seu salário integral, permaneça no Palácio da Alvorada e possua a prerrogativa de ser assessorada por um pequeno grupo de pessoas.

Pode ser que Dilma também tenha direito a utilizar aviões da Força Aérea Brasileira, pois na prática ela ainta estará no exercício do mandato. O vice-presidente Michel Temer será tratado como presidente da República em Exercício, e ela, presidenta afastada.

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