Professor do IFRN acusa vereador de Tangará de tentativa de agressão, e depredação de veículo, junto com grupo, durante passeata

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O professor do IFRN – Campus Currais Novo, Ricardo Kléber Martins Galvão, realizou um Boletim de Ocorrência, sobre o relato uma tentativa de agressão (e danos ao meu veículo), segundo conta,  promovida pelo senhor Cezinha Barbosa (vereador de Tangará e candidato a reeleição) juntamente com pessoas que o acompanhavam em sua carreata no último sábado. Ele conta que no último sábado (10/09/2016) por volta das 20h, retornando de Natal para Currais Novos (onde mora e trabalha), ao passar por Tangará teve seu carro atacado pelo vereador “Cezinha Barbosa” (candidato a reeleição) e um grupo que o acompanhava em uma carreata que ocupava parte da BR-226.

“Chegando na entrada da cidade, ao me deparar com a carreata, que vinha em sentido contrário (do lado da via no sentido Natal) parei meu veículo quando a carreata começou a cruzar a pista em que eu vinha (sentido Santa Cruz) para entrar em uma rua da cidade… Aguardei que o paredão de som passasse, além de um grupo de pessoas e em seguida várias motos. Quando os veículos que vinham atrás das motos se aproximavam para cruzar em minha frente, sinalizei com os faróis que queria passar. Antes que eles começassem a cruzar, e comecei a movimentar o carro devagar, uma pickup, que conduzia o agressor e seu grupo, entrou na contramão em minha frente, acendeu as luzes altas do farol e veio em minha direção sinalizando… Cortei luz solicitando que desse espaço para que eu passasse e seguisse viagem. Não tinha mais como dar ré pois a fila de veículos atrás do meu já era grande. A pickup acelerou em minha direção, até ficar bem próxima ao meu veículo. O vereador desceu juntamente com um grupo e ele -o tal vereador “Cezinha”-pulou no capô do meu carro, que já estava parado, e deu um soco no parabrisas do meu carro quebrando o vidro. A partir daí, tudo o que fizemos, eu e minha esposa que me acompanhava aflita, foi levantar os braços, pedir calma e torcer para que o grupo, que passou a chutar meu carro por todos os lados, dar murros nos vidros laterais e forçar as portas tentando abrir o veículo, não conseguisse entrar e nos agredir fisicamente. Graças a Deus, pessoas que acompanhavam a carreata interviram e convenceram o grupo a parar e seguir seu destino. Desci do carro, perplexo, e fui tentar entender o que estava acontecendo. Na verdade não entendi até agora, se é que existe algo que justifique esse tipo de ação. Então, um grupo me aconselhou a entrar no carro e ir embora.Falei que precisava saber quem tinha feito aquilo e porque.Foi então que avistei dois policiais militares a pouco mais de 10 metros do local. Fui até eles e perguntei se eles não tinham visto a agressão que eu tinha sofrido!? Disseram que não, e que estavam ali só pra “tentar garantir a segurança da carreata”. Levei-os até o carro, mostrei as marcas da selvageria e perguntei o que deveria fazer!? Eles falaram que se eu identificasse quem tinha feito aquilo eles “iriam atrás”.Falei que não era da cidade e por isso não conhecia nenhum dos agressores. Então disseram que “assim não tinham o que fazer porque ali tinha muita gente”. Fui então até pessoas que estavam “assistindo o evento” e comecei a perguntar se tinham visto o ataque e se conheciam os agressores. Muitos disseram que “não viram nada” -achei estranho- mas duas pessoas disseram que viram, mas que se eu fosse fazer alguma denúncia não os chamasse como testemunhas. Foi quando comecei a perceber que o agressor era alguém “influente na cidade”!?Depois de prometer que não iria dizer o nome deles -testemunhas- eles falaram então que o agressor se chamava “Cezinha Barbosa”, vereador da cidade e candidato a reeleição.Complementaram dizendo que ele não devia estar alcoolizado, pois sequer bebia, e que “sempre foi uma pessoa calma”!? “, contou o professor, descrevendo o desfecho, em seguida.

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